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Mercado de trabalho aberto para engenheiros agrimensores
Brasília, 9 de junho de 2010.
A se confirmar o nível de crescimento anunciado nos últimos dias e considerado “chinês” – uma taxa anual de 9% - o mercado de trabalho atualmente em expansão terá ainda mais ofertas para o Engenheiro Agrimensor – que teve sua data comemorativa dia 4 de Junho - .
“E o mercado estará aberto”, acredita Reinaldo Sabadoto, empresário do ramo e presidente da Federação Nacional dos Engenheiros Agrimensores. Para ele, “a exemplo de diversas outras profissões, a de Agrimensor está em alta diante da necessidade de investimentos em infraestrutura para que o país não perca as oportunidades de desenvolvimento e tenha por onde escoar sua produção sob pena de estancar o atual ânimo desenvolvimentista”.
“A retomada do crescimento abre uma fase positiva para os cerca de 10 mil engenheiros agrimensores existentes no país, e também para os que pretendem entrar numa das nove faculdades existentes do país (*) e aumentar o número dos que se formam anualmente, entre 200 e 300 profissionais”.
Sabadotto lembra que além dos projetos do governo, como o de Ordenação do Cadastro de Imóveis Rurais – lei 10267/2005 – que obriga a medição e o georeferenciamento de terras acima de 500 hectares para fins de reforma agrária, existe a área ambiental especialmente aquecida com a construção de hidrelétricas e que precisa de medições e estudos de impacto ambiental. Incra, o Ibama e o próprio Ministério Público também carecem desses profissionais em quantidade suficiente para atender a demanda. Ele cita ainda empresas como a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), entre as que no setor privado também são excelentes opções para os engenheiros agrimensores.
Para o presidente da Fenea, as boas perspectivas podem refletir maior procura pelo curso que geralmente tem turmas pequenas, cerca de 30 alunos. “Com o mercado aquecido para os próximos anos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, inclusive, talvez diminua o índice de desistência registrado durante a graduação, cerca de 10%. Assim como alterar o trajeto geralmente percorrido pelo agrimensor de continuar os estudos de mestrado, doutorado e pós doutorado, não atuando diretamente no campo”.
Profissionais registrados no Sistema Confea/Crea, os agrimensores têm algumas de suas atividades específicas sombreadas e ocupadas por outros profissionais do Sistema, a exemplo do georreferenciamento, loteamentos e locação de estradas.
No balanço geral, o presidente da Fenea conta como “positivo” o saldo atual. Por último, e para melhorar ainda mais as perspectivas para a profissão, Sabadotto defende que os Creas devem intensificar a fiscalização na área para garantir a presença de profissionais habilitados à frente de obras ou empreendimentos.
(*) Estados que oferecem a faculdade de engenharia de agrimensura: SC; SP; MG; RJ; AL; BA e PI.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
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