Controle Biológico – Percevejos: O controle pode estar na sua lavoura
13 de maio de 2019

Fenea no Encontro da Agptea

Abertura do Evento: 04/07/19 Mesmo a noite fria desta quinta-feira, 4 de julho, em Porto Alegre (RS), professores de diversos pontos do Brasil estiveram presentes no Centro de Eventos Casa do Gaúcho na abertura do 34º Encontro Estadual de Professores e 7º Congresso Nacional de Ensino Agrícola. A organização do evento é da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) e Federação Nacional de Ensino Agrícola (Fenea).

A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades e representantes da categoria dos professores e dos técnicos agrícolas. Em seu discurso, o presidente da Fenea e Agptea, Fritz Roloff, lembrou da história cinquentenária da entidade, que foi completada no último dia 2 de julho. Ressaltou as lutas da categoria em cada vez mais buscar a valorização, especialmente na criação do Conselho Nacional dos Técnicos Agrícolas, tema que será debatido ao longo do evento.

Roloff ressaltou também o papel dos professores técnicos de ensino agrícola não só na valorização de talentos mas também em reconhecer seu próprio papel dentro do conhecimento e do ensino. “Em todas as escolas temos pessoas que enterram seus talentos, pessoas com formações maravilhosas. Na nossa escola agrícola tenho convicção que temos muitos talentos para desenterrar. Nossa massa de trabalhadores tem muita força, desde que organizados”, salientou.

Estiveram presentes na abertura a presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Sintargs), Luiz Roberto Dalpiaz Rech, o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Santa Catarina (Sintagri), Antônio Tiago da Silva, entre outros representantes de entidades de Estados como Rio de Janeiro e Paraíba. Logo após a abertura, ocorreu a palestra “A Arte de Ser Feliz”, com o coach Alex Rosa.

Segundo dia de palestras: 05/07/19
Professores do ensino agrícola buscam novos métodos de ensino Encontro da categoria na Casa do Gaúcho trouxe debates sobre liderança, qualidade de vida, valorização da profissão e a inserção de novas tecnologias em aula.

Em torno de 100 pessoas participaram, no decorrer desta sexta-feira, 5 de julho, do 34º Encontro Estadual de Professores e 7º Congresso Nacional de Ensino Agrícola, em Porto Alegre. Organizados pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) e Federação Nacional de Ensino Agrícola (Fenea), os eventos trataram tanto de temas técnicos, como sustentabilidade e tecnologia, quanto da valorização da categoria docente.

O professor Ricardo Antonio Rodrigues, do Instituto Federal de Farroupilha (IFFar) abriu os trabalhos com a palestra “Ser professor e a liderança em tempos de retrocesso e crise das e nas instituições”. Para ele, é preciso que os próprios professores repensem sua função social a fim de que a classe seja valorizada. “Nosso ofício é liderar as pessoas para o conhecimento. Não existe nenhuma profissão sem professor. Devemos retornar às nossas raízes e sempre fazer reflexões para ler corretamente a realidade e assim inspirar nossos alunos. Ensinar é despertar o desejo de aprender”, afirmou.

Rodrigues acrescentou que deve-se olhar mais para as licenciaturas a fim de formar novos mestres e aumentar a qualidade do ensino. De acordo com ele, a união da classe é fundamental no processo de resgate da identidade. “Governos vão, as escolas ficam. Dar aulas é ter consciência do que podemos inspirar a criar”, defendeu.

Na palestra “Manejo de espécies cultivadas com Eficácia, Racionalidade e Sustentabilidade”, o professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Sérgio Miguel Mazaro, alertou que a agricultura de precisão, drones, imagens de satélite são exemplos de como o avanço tecnológico pode contribuir para a performance positiva da agricultura mas não devem ser tratados como fontes únicas para a tomada de decisão no campo. “O técnico, o agrônomo de botina está acabando”, afirmou, explicando que é cada vez mais raro profissionais que entram, literalmente, na lavoura para analisá-la com olho clínico. “Isso está se perdendo. Tudo está interligado, se comunicando. Mas será que vamos continuar observando a lavoura? Ou vamos ter só equipamentos? Nós no escritório e a tomada de decisão só por inteligência artificial?” provocou.

Mazaro alegou que, atualmente, prevalecem “os técnicos e agrônomos do asfalto”, e que mesmo a tecnologia sendo encantadora, de nada adiantará se os futuros profissionais agrícolas não tiverem uma boa base de conhecimento do campo. “Daqui a pouco estamos entrando na geração 4.0 do agronegócio, mas sem racionalidade, efetividade, sustentabilidade para o processo produtivo. A grande maioria dos agricultores não vai mais na lavoura”, apontou o professor.

Outro palestrante dos eventos foi o deputado federal Giovani Cherini. Ele abordou o tema “Práticas integrativas para uma vida saudável”. Finalizou o encontro nesta sexta-feira, dia 5 de julho, com um bate-papo sobre demandas da Educação Profissional, com a participação de representantes de entidades e do presidente da Agptea, Fritz Roloff. A tônica desses encontros é sempre fomentar e buscar alternativas para a melhoria do processo de aprendizagem”, enfatizou.

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